Anticipando lo que podría ocurrir con Garabí y Panambí en el tramo brasilero del río Uruguay colapsó una represa – Barragem do Vacaro- amenazando 4 centrales hidroeléctricas y poniendo en peligro de catástrofe ciudades de ese país. Las comunidades afectadas por futuros proyectos se movilizan para parar estas obras que son concretadas por los intereses económicos que se benefician con su construcción despreciando los damnificados por estos desastres
Se rompió una represa en un afluente del Río Uruguay en Brasil
El agua superó la barrera de la presa Barragem do Vacaro, y sus aguas desembocan en el río Uruguay, kilómetros antes de la frontera argentina. Esto agrava la situación en los puertos argentinos. Una balsa está a la deriva en El Soberbio.
Una presa en Ponte Serrada se vio superada por el exceso de lluvia en el Oeste del estado de Santa Catarina en el sur de Brasil e inundó partes de la ciudad de Arvoredo donde hubo decenas de familias evacuadas. La presa está sobre el río Irani que es uno de los afluentes del Uruguay, que ya soporta una histórica creciente por las lluvias caídas en los últimos días Aunque los medios brasileños hablan de una rotura en la presa, fuentes oficiales de la represa indicaron que no hubo rotura, sino que el agua superó el nivel de contención normal y fue superada la barrera de la obra, El subteniente del Corpo de Bomberos de Chapecó, Nelci Dallagnol, indicó en cambio que la represa Barragem do Vacaro – CGH (Central de Geração Hidroelétrica), sufrió una rotura cerca de las 14.30 horas y el agua desembocará en el rio Irani cerca de la tardecita del viernes. El viceintendente Airton Cauduro estuvo con los bomberos monitoreando las tareas de evacuación. La represa queda a aproximadamente 56 kilómetros de la ciudad de Arvoredo. La supuesta rotura ocurrió en una región aislada y el oleaje debe pasar por cuatro pequeñas centrales hidroeléctricas. El río Irani es un curso de agua brasileño del estado de Santa Catarina. Forma parte de la Cuenca del Plata, nace en el municipio de Água Doce y con rumbo oeste se dirige hacia el río Uruguay donde desemboca en el límite entre los municipios deChapecó y Paial. (Misiones on line) ………………………………………………………………….
La ciudadanía local viene luchando en vano contra la construcción de estas represas como da testimonio esta nota de 2011 en Folha do Oeste
Comunidades protestam contra construção da barragem
Folha do Oeste
Itapiranga
1/12/2011 11:33:00
Entidades, autoridades e moradores que serão atingidos com a construção da usina hidrelétrica participaram do movimento
Mais de 400 pessoas participaram do protesto pacífico que luta contra a construção da barragem no Rio Uruguai
Mais de 400 pessoas se reuniram no município de Itapiranga para a manifestação contra a construção da barragem. O movimento foi realizado na última sexta-feira, dia 25, devido à passagem do Dia do Rio, comemorado no dia 24 de novembro. Durante o encontro, a população, as pastorais, as prefeituras, as secretarias, os sindicatos e as autoridades políticas discutiram sobre os problemas que as comunidades e o meio ambiente vão passar com as obras. As resistências para que este projeto não seja realizado existem há aproximadamente 30 anos. Os conflitos são gerados a partir de reivindicações que alertam sobre a falta de conhecimento acerca dos reais impactos que esta usina vai gerar. Conforme o deputado estadual padre Pedro Baldissera, criador do Projeto de Lei 13.748 que deu origem ao Dia do Rio e apoiador do movimento realizado na sexta-feira, o Rio Uruguai está entre os principais do país e, com estas agressões que vêm sofrendo, está cada vez mais comprometido. De acordo com o biólogo e pesquisador Paulo Brack, que palestrou durante o movimento, o rio já está no seu limite. “Os estudos já comprovaram que o Rio Uruguai não suporta novas barragens. Caso seja construída esta nova usina, além de alguns animais estarem ameaçados, o próprio rio vai ter sua capacidade alterada”, explica. Para ele, a lei que protege os rios não está sendo aplicada de maneira correta. “A Constituição Federal protege os rios, no entanto, na prática, muitas vezes a visão de crescimento a qualquer custo se sobrepõe”, destaca. No mês passado, as obras da barragem foram suspensas pelo MP (Ministério Público) pela falta de estudos de impacto na região. Neste sentido, padre Pedro Baldissera destacou que há problemas nos estudos de viabilidade, levando em consideração os problemas causados pela obra. “Precisamos ouvir a opinião de quem estuda os rios. A avaliação de muitos é de que os prejuízos financeiros e ambientais serão significativos. Devia ser pensada a possibilidade de ampliar os investimentos em pesquisa e projetos dirigidos às energias eólica e solar”, enaltece. A barragem O projeto conta com a construção de uma unidade com capacidade de produção de aproximadamente 725 megawatts, o que se assemelha à Hidrelétrica Foz do Chapecó, construída próxima à cidade de Águas de Chapecó. Os investimentos são do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal, sendo que o valor total fica em torno de R$ 2 bilhões. Caso a estrutura seja erguida, aproximadamente 2,8 mil hectares vão ser alagados, atingindo mais de 1,5 mil famílias residentes nos municípios catarinenses – Itapiranga, São João do Oeste e Mondaí – e nos gaúchos – Pinheirinho do Vale, Caiçara, Vicente Dutra e Vista Alegre.